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O laboratório reproduz as operações
da sala de controle de um reator nuclear PWR, similar ao reator
da usina Angra 1. |
Os estudos de confiabilidade humana
foram incorporados ao Instituto de Engenharia Nuclear - IEN em 2001
e têm como marco inicial a implantação do Serviço de Engenharia
de Salas de Controle - SEESC na Divisão de Instrumentação e Controle
que passou a se denominar Divisão de Instrumentação e Confiabilidade
Humana - DICH. O SEESC tem por objetivo geral criar competência
para projeto, desenvolvimento e avaliação de novas tecnologias para
salas de controle, a serem utilizadas em sistemas complexos, por
meio de uma completa infra-estrutura laboratorial instalada no IEN.
Laboratórios
- Laboratório de Interfaces Homem-Sistema
(LABIHS);
- Laboratório de Realidade Virtual
(LABRV);
- Laboratório de Usabilidade e
Confiabilidade Humana (LABUCH);
- Laboratório de Inteligência Artificial
Aplicada (LIAA).
Linhas de Pesquisa
- Projeto de interfaces homem-sistema
por meio de tecnologia digital.
- Projeto de sistemas de auxílio
ao operador.
- Projeto de interfaces homem-sistema
baseadas em realidade virtual e aumentada.
- Modelar a confiabilidade humana
dos operadores.
- Avaliação da confiabilidade humana
e de sistemas.
- Desenvolver métodos para verificação
e validação de aspectos de fatores humanos em salas de controle
de sistemas complexos.
- Desenvolver métodos para treinamentos
cognitivos de operadores de plantas industriais e de sistemas
que lidam com emergências.
- Desenvolver aplicações na engenharia
utilizando técnicas de inteligência artificial.
O Laboratório de Interfaces Homem-Sistema
- LABIHS
O laboratório de Interfaces Homem-Sistema
tem como principal objetivo desenvolver interfaces avançadas para
salas de controle de centrais nucleares, de instalações do ciclo
do combustível nuclear ou de indústrias convencionais com alto grau
de complexidade, visando melhorar a eficiência, a confiabilidade
e a segurança destas instalações. O LABIHS é composto por uma sala
de controle (sala dos operadores), onde atualmente é simulada a
operação de um reator nuclear, e uma sala anexa (sala do instrutor),
onde são definidos os cenários de operação do reator nuclear e gravados
os dados da operação para posterior avaliação através das ferramentas
de análise de fatores humanos. Estão instalados no laboratório todo
o hardware e o software para controle e operação de um simulador
de uma planta nuclear de potência, muito similar a Angra I. O laboratório
também possui um sistema para gravação de eventos (atuações dos
operadores nas interfaces de operação através do mouse) e um sistema
para gravação de vídeo e áudio da sala de controle (ações e comunicação
entre os operadores). Por possuir um simulador compacto do mesmo
tipo de reator da usina Angra 1, o LABIHS pode ser usado no treinamento
inicial de operadores para esta central nuclear.
O Laboratório de Realidade Virtual
- LABRV
O Laboratório de Realidade Virtual
tem como principal objetivo proporcionar competência tecnológica
na construção de ambientes virtuais em diversos campos da engenharia
com aplicações que vão desde áreas como planejamento a evacuação
de prédios em situações de emergência, passando pela construção
em realidade virtual de interfaces de operação de instalações industrias,
até a utilização de realidade virtual para divulgação de aplicações
da engenharia como auxílio no processo de ensino em escolas públicas
e privadas no país. O LABRV é composto fisicamente de uma sala de
desenvolvimento, com uma rede de computadores, e do auditório, uma
sala de projeção estéreo, com paredes pintadas de preto, que proporciona
ao usuário uma experiência imersiva.
O Laboratório de Usabilidade
e Confiabilidade Humana - LABUCH
O Laboratório de Usabilidade e Confiabilidade
Humana (LABUCH) tem como objetivos o desenvolvimento de metodologias
e a realização de estudos científicos nas seguintes áreas: projeto
de sistemas centrado no usuário (projeto que leve em consideração
as características dos usuários em todas as suas fases), usabilidade
(metodologia científica aplicada no desenvolvimento e na avaliação
de interfaces, de modo a torná-las fáceis de usar) e confiabilidade
humana (probabilidade de que uma pessoa realize de maneira satisfatória
uma tarefa exigida por um sistema). O LABUCH conta com quatro computadores
ligados em rede, integrados com câmeras de vídeo e microfones para
registro visual e captação do áudio dos testes de usabilidade. Um
sistema "eye-tracking" é utilizado para gravação e análise do comportamento
dos olhos dos usuários (movimento e alteração do diâmetro da pupila).
A análise dos dados dos testes de usabilidade está centralizada
em softwares específicos de captura de vídeo e registros da navegação
entre as interfaces. Softwares específicos estão disponíveis para
análise da confiabilidade humana utilizando métodos para a identificação
dos fatores que afetam o desempenho humano.
O Laboratório de Inteligência
Artificial Aplicada - LIAA
O Laboratório de Inteligência Artificial
Aplicada tem como principal objetivo resolver problemas da engenharia
através de técnicas de Inteligência Artificial, tais como Computação
Evolucionária, Otimização por Enxame de Partículas, Redes Neurais
Artificiais e Lógica Nebulosa. Dentre os diversos problemas abordados
neste laboratório, podemos citar: estudos científicos relacionados
à otimização de projetos e recarga de reatores nucleares, planejamento
de políticas de manutenção e testes em sistemas eletromecânicos,
diagnóstico de transientes e disfunções em plantas nucleares e industriais,
caracterização de materiais e análise de escoamentos via ensaios
não destrutivos. Atualmente, o laboratório possui um cluster de
computadores com 6 PCs para desenvolvimento de aplicações de modelos
paralelos e distribuídos de computação evolucionária e outras meta-heurísticas.
Além disso, no laboratório existem estações de trabalho equipadas
com software e hardware para pesquisa e desenvolvimento de técnicas
e aplicações de inteligência artificial na engenharia.
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