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Descrição
A modernização de salas de controle
de usinas nucleares e outras instalações industriais
complexas, em função do rápido desenvolvimento
da tecnologia de instrumentação e informática,
deve ser precedida de um intenso esforço de pesquisa e avaliação
dos diversos aspectos de fatores humanos envolvidos. O objetivo
é assegurar que estas modificações resultem
em benefícios para a operação e segurança
da planta, reduzindo os erros humanos e aumentando sua eficiência.
Para a realização de pesquisas e avaliações
de aspectos de fatores humanos é fundamental o desenvolvimento
de um laboratório específico, onde seja possível
simular e antecipar a reação e o desempenho dos operadores
neste novo ambiente tecnológico.
O Laboratório de Interfaces Homem/Sistema
(LABIHS) é um laboratório para experimentos baseado
em um simulador compacto de reator PWR que visa melhorar a segurança
e o desempenho operacional de usinas nucleares e outras instalações
industriais.
Histórico
Após visita de diretores da CNEN em 1997
ao laboratório de pesquisa em fatores humanos do instituto
Kaeri (Korean Atomic Energy Research Institute), situado na cidade
de Daejeon, República da Coréia, foi vislumbrada a
possibilidade de implantação de um laboratório
similar em uma das unidades da CNEN. O departamento de instrumentação
e controle do IEN foi o local escolhido.
Como primeiro passo para viabilização
do projeto foi realizado naquele ano um acordo de cooperação
internacional entre a CNEN - associada com a Eletronuclear, as Indústrias
Nucleares do Brasil e o Centro Tecnológico da Marinha em
São Paulo - e a Organization for Economic Co-operation and
Development (OECD). Um dos frutos deste acordo foi a formação
de pessoal em fatores humanos, no período de 1998 a 2000,
no Institute for Energy Technology (IFE), na Noruega, através
do programa Halden Reactor Project (HRP).
Também em 1997, iniciou-se um processo de
formação de pessoal do departamento de instrumentação
e controle do IEN na COPPE, nos programas de engenharia de produção
e nuclear.
Em 1999 foi assinado um convênio entre o IEN
e o programa de produção da COPPE para cooperação
em ergonomia e fatores humanos. Neste mesmo ano houve um estreitamento
das relações do instituto com a Eletronuclear, com
o mesmo objetivo.
Em 2000 a implementação do Labihs
foi viabilizada por meio de um Projeto de Cooperação
Técnica (Projeto BRA-049) com a Agência Internacional
de Energia Atômica (AIEA). Após uma licitação
internacional, o instituto coreano Kaeri foi vencedor para fornecimento
de hardware/software do simulador do laboratório.
Em 21 de fevereiro de 2003 o Labihs foi inaugurado
com a presença de representantes do Ministério da
Ciência e Tecnologia, da AIEA, da direção do
Kaeri e de vários segmentos da indústria e da pesquisa
nuclear brasileira.
Características técnicas
- Simulador: PWR com 3 loops de 900 MWe
- Planta de referência: Kori 3&4 da Westhinghouse
situada na República da Coréia
- Diagramas de processos e instrumentação
(P&ID), diagramas lógicos e de set points
- Modelagem desenvolvida pela empresa finlandesa
VTT Energy em meados da década de 80.
Modelagem do processo nuclear
- Código SMABRE (Small Break LOCA) com modelagem
do sistema de refrigeração do reator e do gerador
de vapor para fluido bifásico
- Considera 25 nós axiais para cálculo
do fluxo de nêutrons
- Considera um grupo de nêutrons
- Considera três grupos de nêutrons
retardados
- O calor de decaimento é modelado com três
fontes espaciais independentes
- O sistema das barras de controle tem quatro bancos
controle e quatro bancos de desligamento.
- Instrumentação nuclear
- Monitores na faixa fonte
- Monitores na faixa intermediária
- Monitores na faixa de potência
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Nodalização
do SMBRE
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Sistemas simulados
Circuito primário
- Núcleo do reator
- Sistema de refrigeração do reator
- Sistema do pressurizador
- Sistema de controle químico e de volume
- Sistema de remoção de calor residual
- Sistema de resfriamento de emergência do
núcleo
- Sistemas auxiliares
- Sistema da contenção
- Sistema de ar dos instrumentos
- Sistema de resfriamento dos componentes
- Sistemas de proteção
- Sistema anunciador de alarmes
Circuito secundário
- Sistema de vapor principal
- Sistema da turbina
- Sistema do condensador e de condensados
- Sistema de água de alimentação
- Sistema auxiliar de água de alimentação
- Sistema elétrico
Sistema de proteção do reator
- Intertravamento de permissivos
- Intertravamento de controle
- Trip do reator: 18 sinais de entrada
- Atuação da segurança
- Injeção de segurança
- Isolação da contenção
- Atuação do spray da contenção
- Isolação da água de alimentação
- Isolação da linha de vapor principal
Interfaces dos operadores
As telas de operação do simulador
foram feitas de maneira a facilitar aos operadores a visualização
dos diversos sistemas da planta bem como facilitar a navegação
entre esses sistemas. Através dessas telas os operadores
atuam nos controles da planta de maneira a alcançar a condição
de operação desejada. Existem várias telas
de operação dentre as quais podemos citar:
- Janelas de alarme
- Gráficos de tendências
- Sistema de controle da barra de controle e do
sistema de controle de reatividade
- Mímicas dos sistemas
- Overview
- Reactor Coolant System
- Chemical and Volume Control System
- Residual Heat Removal System
- Steam Supply System
- Feedwater System
- Condenser System
- Electrical System
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Visão
geral da planta do simulador
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Interface do instrutor
Esta interface possibilita ao instrutor inserir
uma condição inicial de operação bem
como a inserção de incidentes e transientes no simulador.
A interface do instrutor possui os seguintes controles:
- Run/Freeze: Run: executa a simulação
dinâmica
Freeze:para a simulação dinâmica
- One step: executa a simulação dinâmica
somente uma vez
- Snapshot: armazena certa condição
de operação, por exemplo, 100%, 75%, 50%, sincronização
da turbina etc
- Initial Condition: pega certa condição
de operação do snapshot
- Time scale: troca a escala de tempo: 0.1, 1,
5, 50, 150 do tempo real
- Backtrack: volta a condição de
operação anterior, reinicia; intervalo de 1 minuto
até máximo de 30 minutos.
- Replay: volta à condição
de operação anterior com intervalo de 5 segundos
até máximo de 30 minutos.
- Malfunction: inserção de 79 malfuncionamentos
- Parameter Log Setup: permite a seleção
das variáveis da planta a serem armazenadas durante a simulação.
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Console
do instrutor
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Descrição funcional do LABIHS
O Labihs é composto por uma sala de controle
e uma galeria de experimentos. O principal componente da sala de
controle é o simulador associado a suas telas de operação,
onde os operadores atuam para controlar a planta simulada. A galeria
de experimentos propicia ao instrutor a seleção e
condução do experimento e a sua avaliação
posterior.
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Descrição
funcional do LABHIS
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Conexões
físicas do LABHIS
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Principais aplicações
- Aumentar a confiabilidade de operação
de usinas nucleares por meio da análise de fatores humanos
e da modernização de interfaces homem/sistema
- Projetar salas de controle computadorizadas para
instalações nucleares
- Experimentos em ergonomia e fatores humanos
- Projetar sistemas de suporte ao operador
- Engenharia de salas de controle
- Conceitos de salas de controle avançadas
- Treinamento de engenheiros e técnicos
Principais atividades
- Sala de controle avançada para o simulador
do Labihs
- Avaliação de aspectos de ergonomia
e fatores humanos em salas de controle de reatores nucleares
- Projeto e configuração de sistemas
de alarmes
- Avaliação de tomadas de decisão
na operação de sistemas complexos: impactos na segurança
- Avaliação da cultura de segurança
em organizações que lidam com tecnologias perigosas
- Geração de redundância de
sinais da planta, por software, utilizando redes neurais, para
validação de sinais em sistemas de monitoração
- Projeto de sistema de identificação
de transientes e acidentes em reatores nucleares usando redes
neurais
Membros da equipe
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