O IEN na mídia

Fonte : Fonte Nuclear - ano 5 - nº 4 - 30/01/2000


Rio terá centro para diagnósticos PET no IEN

Terá início no primeiro semestre deste ano a construção, no Rio, de um centro para diagnósticos através da Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET), que permite detectar os custos e o tempo de internação do paciente. A tecnologia PET possibilita a "visualização" do metabolismo ou funcionamento do órgão ou da parte do corpo que estiver sendo estudada, mediante imagens computadorizadas.

centro de diagnóstico, projeto do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), órgão da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estará concluído em dois anos e ficará localizado no IEN, na Ilha do Fundão. Este centro tem o apoio da bancada de deputados federais do Rio de Janeiro, liderada pela deputada Jandira Feghali, num esforço para a inclusão de emenda no orçamento da União para este fim específico.

O superintendente do IEN, Sérgio Cabral, informou que já foi adquirido um novo acelelerador de partículas, o Ciclotron, e uma unidade completa de produção do Flúor F-18 FDG. Estas aquisições serão instaladas no Centro e garantirão a produção do insumo básico para a realização dos exames PET.

O Rio, entretanto, não precisará esperar dois anos para ter a tecnologia PET. O IEN está instalando uma outra unidade de produção de FDG no antigo acelerador que a partir de maio entrará em funcionamento. Com isto, clínicas e hospitais poderão se equipar, desde já, com tomógrafos Spect (Single-Photon Emission Computed Tomography) adaptados para obter imagens tipo PET e realizar esses exames. Segundo Cabral, em muitos casos, as informações obtidas com a tecnologia PET são melhores e mais completas que as obtidas mediante outras técnicas combinadas, como tomografia computadorizada, raios-X, mamografia, ultra-som e ressonância magnética.

Os exames PET têm aplicação em outras áreas da medicina além da oncologia, como a cardiologia e a neurologia, mas são particularmente indicados para detectar vários tipos de câncer, como de útero, pulmão, testículo, ovário, mama e ósseo. Sérgio Cabral lembrou que há cerca de quatro anos o IEN fez uma pesquisa junto aos serviços de medicina nuclear do Rio de Janeiro, constatando que 80% deles se interessaram em realizar os exames, a partir do momento em que o radiofármaco pósitron-emissor estivesse disponível. Para garantir esse fornecimento, o IEN terá duas unidades de produção de FDG inteiramente independentes.

O F-18 FDG, por ter meia-vida curta (redução de atividade à metade) de uma hora e 50 minutos, assegura o menor dano possível ao organismo do paciente, mas exige que seja utilizado dentro desse período. Com o futuro centro de diagnóstico instalado dentro do próprio IEN, esse problema será minimizado e permitirá que outros radiofármacos de meia-vida mais curta que o F-18 possam ser usados.

ABEN - Associação Brasileira de Energia Nuclear