O IEN na mídia

Fonte : Globo News - 04/09/2001


PET detecta intensidade de trabalho das células

RIO - O exame do tipo PET é, segundo os médicos, bem mais eficaz do que as tomografias comuns. A diferença entre a técnica e os métodos já conhecidos é que através da tomografia por emissão de pósitrons é possível detectar o nível de a atividade das células. Em doenças como o câncer, isso é extremamente importante, porque o grau de atividade das células normais é diferente daquele visto em células de tumores.

Durante o exame, o paciente recebe moléculas de glicose marcadas com a substância radioativa flúor 18. As moléculas de glicose fornecem energia às células. Nas áreas onde há mais atividade, a demanda de glicose é maior. Ali, por isso, junto à glicose, vão se concentrar os marcadores de flúor.

No tecido, essa mistura libera pósitrons, partículas do átomo que, por sua vez, emitem fótons, outro tipo de partícula. É a presença de fótons que o sensor usado no exame detecta. Os dados são enviados a um computador, que forma uma imagem colorida. Cada cor corresponde a uma intensidade de metabolismo.

Ao detectar essas diferenças de intensidade, o exame permite distinguir a que tipo de situação corresponde a atividade metabólica em cada área. Nos tumores, por exemplo, cujas células tendem a se reproduzir mais rapidamente, a atividade costuma ser maior.

No Brasil, a realização deste tipo de exame é difícil porque não se pode importar o flúor 18. A meia-vida (tempo que demora para a radioatividade reduzir-se à metade) do produto é de apenas 50 minutos.

Para driblar o problema, o Instituto de Energia Nuclear, na Ilha do Fundão, está construindo o Centro PET, onde não só serão realizados os exames, como também será produzido o composto. O centro deve ficar pronto em 2002.

GloboNews.com e jornal O Globo