Fonte : Globo News - 26/03/2000
Brasil produz material para aprimorar exame de órgãos
O Brasil começa a produzir no mês que vem o material necessário à realização de um dos mais avançados exames médicos em uso no mundo. O material é o FDG, uma associação de glicose com a substância radioativa flúor 18, e será produzido no Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), na Ilha do Fundão, no Rio. Com ele, será possível fazer no país exames do tipo PET (sigla em inglês para tomografia por emissão de pósitrons). A tecnologia PET é considerada revolucionária porque fornece imagens de alta qualidade que dão informações sobre o funcionamento dos órgãos examinados. "Outros exames informam apenas sobre a estrutura dos órgãos", explica Sérgio Cabral, superintendente do IEN, órgão da Comissão de Energia Nuclear. A falta do FDG - que não pode ser importado porque se descaracteriza
muito rapidamente, tornando-se inútil ao exame - era o principal
obstáculo à introdução no Brasil dos exames
do tipo PET. A meia-vida (tempo que demora para a radioatividade reduzir-se
à metade) do FDG é de apenas 50 minutos. Para produzir o
FDG, o IEN está fazendo adaptações num de seus aceleradores
de partículas. No fim de abril, as alterações serão
verificadas por técnicos da Bélgica e a produção
deverá iniciar-se em seguida. |