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Laboratório de Realidade Virtual inaugura
auditório 3D e apresenta primeiros protótipos de aplicações - Rio,
junho de 2008
Criado no IEN em 2006, o Laboratório
de Realidade Virtual (LABRV) conta agora com um auditório de 13
lugares, que pode ser utilizado para treinamentos e para recepção
de visitantes. Também tem prontas quatro aplicações de protótipos
de software, que originaram quatro artigos publicados em revistas
internacionais.
O LABRV é composto fisicamente de
uma sala de desenvolvimento, com uma rede de computadores, e do
auditório, uma sala de projeção estéreo, com paredes pintadas de
preto, que proporciona ao usuário uma experiência imersiva. Como
explica o coordenador da instalação, Antônio Carlos de Abreu Mol,
o objetivo principal é desenvolver pesquisas utilizando técnicas
de realidade virtual na solução de problemas da área nuclear e correlatas.
Entre as aplicações destacam-se o
suporte ao planejamento de operação em usinas nucleares e de evacuação
de trabalhadores em situações de emergência, o desenvolvimento de
mesas de controle virtuais e aplicações educacionais e de divulgação
científica.
Games
Para as duas primeiras aplicações
citadas, um núcleo de jogo (game engine) é utilizado na modelagem
e simulação de ambientes virtuais. Núcleo de jogo é o software central
de um game de computador, fornecendo suas funções mais básicas.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) manifestou interesse
no método utilizado pelo IEN para dar conta dessas aplicações.
Entre as aplicações mais promissoras
destacam-se as pertinentes à área de segurança. É o caso do estudo
desenvolvido por um dos integrantes da equipe do LABRV, Silas Cordeiro
Augusto. Defendido como dissertação de mestrado em março no Programa
de Engenharia Civil da COPPE, com o título “Utilização de Ambientes
Virtuais na Estimativa de Taxas de Dose em Instalações Nucleares”,
o trabalho é uma ferramenta de apoio ao planejamento de diversas
operações em ambiente com radiação.
Filmes em 3D
Outra linha de pesquisa envolve a
produção de filmes em três dimensões (3D) para fins educacionais
e de divulgação científica. Essa linha possui o duplo objetivo de
auxiliar o aprendizado de estudantes e de divulgar aplicações pacíficas
da energia nuclear para a sociedade. São filmes em 3D com narrativas
das aplicações, projeção em estéreo e visualização com óculos polarizados.
Esta mesma tecnologia está sendo
usada no desenvolvimento de uma mesa de controle virtual, com a
finalidade de comandar o simulador de um reator nuclear do tipo
PWR. Esse simulador, instalado no Laboratório de Interfaces Homem-Sistema
(LABHIS) do IEN, destina-se ao treinamento de operadores e para
suporte ao aperfeiçoamento de interfaces homem-sistema. Atualmente
ele é controlado por mouse e teclado. Quando a mesa virtual estiver
pronta, os operadores poderão visualizar e interagir com os controles
da forma como estão dispostos na mesa real, e não mais através de
representações em telas de computadores.
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