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Circuito de sódio do IEN é
desmontado e preservado
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Fotos: Sílvia Barbosa.
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Encerrou-se em maio de 2009 um dos
capítulos da história do IEN. Entre 13 de abril e 6 de maio, foi
desmontado o Circuito Térmico a Sódio CTS-1, mais conhecido como
“Loop de Sódio”, que ficava instalado no prédio da Química e Materiais
Nucleares. Em seguida, todo o material foi acondicionado no Galpão
Tecnológico de Sódio, a fim de ser preservado. Várias instituições
já manifestaram interesse em remontá-lo como parte da história da
ciência nacional.
Os trabalhos de desmontagem foram
realizados pela empresa Tec-Designer Metal Mecânica e Construções
Ltda., que trabalhou com seis funcionários, e supervisionados por
uma comissão composta pelos servidores Sílvia Barbosa, Flávio Guimarães,
André Luís Nunes, João Leonel de Oliveira, Edson Gomes, Anízio Marques
e João Régis dos Santos, sob a presidência da primeira. A operação
foi realizada com total segurança, chegando a haver, durante as
atividades de corte das tubulações, um veículo com profissionais
do SESST nas proximidades do circuito, equipado como base para atendimento
de primeiros socorros.
Os estudos sobre reatores rápidos
tiveram início no IEN em 1969. O sódio, pelas suas características
térmicas, nucleares e de custo, tem se mostrado um dos refrigerantes
mais adequados para esse tipo de reator. O Circuito Térmico a Sódio
CTS-1, projetado e construído com a participação da indústria nacional
e inaugurado em 1972, conferiu ao IEN a liderança em estudos experimentais
com sódio em toda a América Latina. O CTS-1, desde então, permitiu
acumular experiência e desenvolver competência em tecnologia do
sódio. Foi utilizado para treinar e qualificar operadores, estudar
componentes e técnicas de medida, validar modelos computacionais
e desenvolver competência em gerência, operação e manutenção de
instalações a sódio. Dezenas de trabalhos técnicos e algumas teses
de pós-graduação foram desenvolvidos utilizando o CTS-1.
O programa nacional de reatores rápidos
conduzido pela CNEN sofreu um esvaziamento nas duas últimas décadas
por fatores internos (falta de renovação da equipe, por exemplo)
e externos (conjuntura internacional desfavorável à energia nuclear),
o que contribuiu para a decisão de desmontagem do CTS-1, junto com
o fato de este circuito já ter sido bastante explorado tecnicamente.
Na verdade, o CTS-1 encontrava-se inoperante há uma década. Com
o renovado interesse mundial na geração nucleoelétrica, é possível
que o Brasil volte a se interessar em estudar reatores rápidos refrigerados
tanto a sódio metálico como a gás.
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