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Pesquisadores do IEN lançam livro
pioneiro sobre análise por ultrassom
Na vida moderna, as grandes estruturas
metálicas estão por toda parte: em edifícios e pontes, em caldeiras,
oleodutos e usinas nucleares, em trens, navios e aviões. Mas essas
estruturas carregam tensões, sejam decorrentes do uso ou do próprio
processo de fabricação, que podem provocar trincas e levar à fratura
do material. Por isso, de sua integridade física dependem nossa
segurança e a do meio ambiente.
Entre as técnicas de avaliação de tensões
em componentes estruturais metálicos, vem ganhando destaque a análise
ultrassônica, tema do livro “Introdução à Avaliação de Tensões por
Ultrassom”, que a editora Virtual Científica acaba de lançar. A
publicação, pioneira em língua portuguesa e na América Latina, foi
escrita por três integrantes do Grupo de Pesquisa de Ultrassom do
Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), Marcelo Bittencourt, Carlos
Lamy e Orlando Agostinho Gonçalves Filho, em parceria com os pesquisadores
Linton Carvajal Ortega, da Universidade de Santiago, e João Payão
Filho, da Coope/UFRJ. Pode ser adquirida pelo site www.evc.com.br.
No Brasil, apenas duas instituições realizam
estudos sobre análise por ultrassom – o IEN e a Universidade de
Campinas – e outros dois grupos de pesquisa estão sendo criados,
no Cefet-RJ e no Cefet-BA. “A pouca literatura existente sobre o
assunto dificulta sua difusão”, explica Bittencourt, o pesquisador
responsável pela introdução do estudo da técnica no país, em 1994.
Vantagens
A análise por ultrassom é uma técnica não
destrutiva, com resultados semelhantes à difração por raio-X e à
difração por nêutrons. Embora ainda pouco utilizada, reúne as principais
vantagens das outras duas. Como no raio-X, o teste pode ser realizado
em campo, com um aparelho portátil; e como no teste com nêutrons
(que precisa ser feito em reator) , é capaz de medir tensões superficiais
e volumétricas.
O livro tem uma abordagem original, ao
explicar toda a evolução da técnica, desde os princípios teóricos
que a norteiam até o desenvolvimento da metodologia experimental
descreve o coautor Lamy. Outra contribuição inovadora é fazer referência
às diferentes nomenclaturas internacionais usadas para definir cada
tipo de onda ultrassônica, facilitando o entendimento da literatura
técnica existente.
O Grupo de Ultrassom do IEN desenvolve
várias linhas de pesquisa em técnicas não-convencionais com ultrassom.
Foi credenciado no Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientìfico
e Tecnológico (CNPq) em 1995. Desde então, teve diversos projetos
financiados por instituições como a Agência Internacional de Energia
Atômica (AEIA), a Fundação de Amparo à pesquisa do Estado do Rio
de Janeiro (Faperj) e a Petrobras.
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