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Laboratório de Termo-Hidráulica
Experimental
O atual Laboratório de Termo-Hidráulica
Experimental (LTE) desenvolveu-se a partir da doação
do Circuito de Água, inaugurado em 1981, como parte de um
acordo de cooperação técnico-científica
firmado à época entre o Brasil e a República
Federal da Alemanha, no âmbito da Comissão Nacional
de Energia Nuclear (CNEN).
O LTE é uma das melhores instalações
existentes no Rio de Janeiro para a realização de
estudos na área de termo-hidráulica experimental.
Além de P&D de técnicas para medição
de escoamentos bifásicos - como as técnicas ultrassônicas
atualmente empregadas no laboratório - dá suporte
experimental ao desenvolvimento, pelo IEN, de programas computacionais
para simulação termo-hidráulica.
O LTE também tem sido utilizado
na formação de alunos de graduação e
pós-graduação das engenharias mecânica,
nuclear e petróleo de instituições como UFRJ
e CEFET, e é uma das principais instalações
de suporte ao Curso de Mestrado Profissional em Engenharia de Reatores
Nucleares do IEN.
As principais linhas de pesquisa
do LTE são:
- Estudo e avaliação
de escoamentos bifásicos através de técnicas
ultrassônicas e de visualização, utilizando
seções bifásicas água-ar, horizontal/
inclinável de diâmetro 1 e horizontal fixa
de diâmetro 2. Atualmente, está em fase de
projeto uma nova seção bifásica água-ar
vertical/inclinável, de diâmetros 1 e 2.
- Simulação, em escala
reduzida, de sistemas passivos de remoção de calor
residual de reatores nucleares, por convecção natural,
em um Circuito de Circulação Natural (CCN) e em
reatores de pesquisa do tipo piscina.
O LTE conta também com a colaboração,
em suas linhas de pesquisa, do Laboratório de Simulação
e Métodos em Engenharia (LASME) do Programa de Engenharia
Nuclear da COPPE/UFRJ, e de um grupo de pesquisa de excelência
internacional da McMaster University, Canadá.
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| Vista geral do LTE. |
Principais instalações
existentes:
Circuito de Água
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| Circuito de Água. |
O Circuito de Água foi projetado
para o treinamento de pessoal de formação técnica
de nível médio, superior e de pós-graduação.
Suas características permitem sua utilização
na pesquisa, tanto em teses de pós-graduação
como para atender aos programas desenvolvidos no IEN.
Circuito de Circulação Natura
(CCN)
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| Circuito de Circulação Natural (CCN). |
O Circuito de Circulação
Natural (CCN), dimensionado em escala reduzida 1:10 na altura, é
similar ao protótipo de um sistema passivo de remoção
de calor residual típico de reatores APWR de 3ª. geração.
Foi projetado para atender aos seguintes objetivos: o desenvolvimento
de competência em aplicação de critérios
de similaridade para a construção de instalações
experimentais; a verificação de modelos teóricos
computacionais, através de testes experimentais; e o desenvolvimento
de técnicas de medidas e de competência em montagem
e operação de instalações experimentais,
e o treinamento de pessoal.
Seções Bifásicas
As seções foram projetadas
para permitir a realização de estudos experimentais
utilizando técnicas ultrassônicas e de visualização
para medição de escoamentos monofásicos de
água e bifásicos água-ar horizontais e inclinados.
Seção Bifásica,
Horizontal/Inclinável (diâmetro 1)
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| Seção bifásica
horizontal/inclinável de diâmetro 1. |
A água e o ar comprimido são
introduzidos na tubulação (2+3) através do
misturador (1). A tubulação pode ser inclinada de
-10º a +10º. A água é fornecida pelo Circuito de Água
e o ar comprimido é proveniente da rede predial. As vazões
volumétricas de água são medidas por um rotâmetro
(5) e um medidor ultrassônico (4). As vazões de ar
comprimido são medidas por dois rotâmetros (6,7). A
visualização dos regimes de escoamentos pode ser feita
no trecho da tubulação de acrílico transparente
(3).
Seção Bifásica
Horizontal Fixa (diâmetro 2)
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| Seção bifásica
horizontal fixa de diâmetro 2. |
A água e o ar comprimido são
introduzidos na tubulação (2+3+2), através
do misturador (1). A água é fornecida pelo Circuito
de Água e o ar comprimido é proveniente da rede predial.
A tubulação é fixa na direção
horizontal. A água é impulsionada por uma bomba centrífuga
e o ar comprimido por um compressor alternativo. As vazões
volumétricas de água são medidas por um rotâmetro
(5) e um medidor ultrassônico (4). As vazões de ar
comprimido são medidas por dois rotâmetros (6,7). A
visualização dos regimes de escoamentos pode ser feita
no trecho da tubulação de acrílico transparente
(3).
O Laboratório de Termo-Hidráulica
Experimental oferece oportunidades para a realização
de estágio curricular supervisionado, iniciação
científica com bolsas do CNPq, da CNEN e da FAPERJ, trabalhos
experimentais de projetos de final de curso de graduação
e teses de mestrado e doutorado em engenharia nuclear e afins.
Contato:
José Luiz H. Faccini, D.Sc. (responsável
pelo LTE).
Tel.: (21) 2173-3910
FAX: (21) 2173-3909
Instituto de Engenharia Nuclear - IEN
Rua Hélio de Almeida, 75
CEP 21941-906
Cidade Universitária - Ilha do Fundão
Rio de Janeiro - RJ
E-mail: faccini@ien.gov.br
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